Notícias


Papo Franco: Economia brasileira no pós- pandemia

Em entrevista ao programa Papo Franco da última sexta-feira (22), apresentado pela jornalista Tatiana Sobreira, o economista e analista político Carlos Barbieri comenta os impactos geopolíticos envolvendo as duas maiores potências mundiais: China e Estados Unidos.

Barbieri é formado nas áreas de Direito e Economia, atuando como analista e palestrante. Possui mais de 60 cursos de especialização no Brasil e exterior.

Atualmente, diante da pandemia global do novo Coronavírus, as economias mundiais se veem em grandes dilemas e desafios, entre elas as duas maiores potências do globo China e Estados Unidos, que há anos têm disputado a soberania do comércio.

Segundo Carlos, os desafios de articulação econômica entre países durante a pandemia desnudaram vários aspectos das estratégias do país oriental, como o estabelecimento de poder em mercados internacionais por meio de compras e acordos, efetuada de maneira pragmática, visando cenário a médio ou longo prazo que garantiriam estabilidade.

“A China possui uma presença comercial gigantesca, uma vez que estabeleceu o controle logístico da rota da seda da Europa, comprou portos e ocupou entradas de países como o Panamá” disse.

Muitos países ponderaram suas posições diante deste cenário de ‘soberania’ chinês e decidiram retirar suas fábricas do país a fim de evitar o desenvolvimento desenfreado de oligopólios.

Com isso, as relações diplomáticas entre os dois gigantes da economia mundial se abalaram profundamente, com quebras de relações e compras que resultaram em um vácuo de “fornecimento” tanto da China (que necessita da soja produzida do país) quanto dos Estados Unidos (que concentra uma renda de mais de U$ 200 bilhões para compra de produtos).

Diante desse contexto, o Brasil pode ser contemplado economicamente pelas potências ao exportar soja para China e fornecer serviços tecnológicos para os Estados Unidos através da Zona Franca de Manaus.

O fato de o Polo Industrial de Manaus (PIM) estar situado na região Norte do Brasil, pode trazer vantagem e facilitar negociações diretas entre Brasil e EUA, além de permitir atacar várias linhas de frente na área industrial, em produtos que a potência oriental dominava, no mercado de bens de consumo.

Além disso, Barbieri ressalta que a Amazônia tem potenciais inexplorados como: biotecnologia, farmacoterapia e agronegócio.

No mundo pós-pandemia, essas fontes poderiam ser alternativas para o comércio interno e externo, com potencialidades econômicas viáveis. “O Brasil precisa se ater mais para as potencialidades e viabilidades do Polo Industrial de Manaus. Haverá lacunas deixadas pela China, com industrias saindo do país asiático. O Amazonas pode muito bem suprir essa demanda com qualidade. Precisamos lembrar que a Amazônia brasileira pode desenvolver a cura de muitas doenças, com a produção de medicamentos oriundos da floresta. Também há muita riqueza na Amazônia, como o minério do Pará. ”Afirmou.

Quer saber mais sobre as expectativas econômicas pós - pandemia? Confira a entrevista na íntegra:



*Colaborou WEB TV Em Tempo/ Tatiana Sobreira

Fique Informado