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Nova década

  • Postado em: 12/01/2021
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Paulo Takeuchi

Diretor executivo da Abraciclo

E-mail: ptakeuchi@abraciclo.com.br

Iniciamos uma nova década daeste século 21, que promete ser um ano de muitos desafios para o Brasil e para o mundo.

A começar pela pandemia da covid-19 que, apesar de alguns países terem começado a vacinação, ainda não temos total conhecimento da sua eficácia nem do prazo necessário para atingir toda a população do planeta.

Além disso, ainda há muito desconhecimento sobre o vírus, que está em processo de mutação, aumentando ainda mais o clima de incerteza quanto ao término da pandemia.
A única certeza que temos é que a pandemia causou milhares de perdas de vidas humanas, reduziu todas as atividades econômicas, e que todos nós estamos sofrendo as consequências sociais e econômicas de dimensões assustadoras.

O setor de Duas Rodas retomou a produção, redobrando os cuidados que já vinham sendo adotados. Diante do agravamento dos casos de coronavírus, a projeção da produção deste ano está sendo avaliada com muita cautela.

Esperamos, ao menos, manter os números próximos aos registrados em 2020,
que fechou em torno de 940 mil unidades. As previsões de produção para 2021 deverão ser anunciadas até o final de janeiro. Existem muitas incertezas quanto ao mercado e temos também inseguranças na parte tributária, em que há previsão de aumento de alíquotas de ICMS na comercialização de veículos no Estado de São Paulo.

A questão da falta de recursos na maioria dos estados está levando os governos a praticarem verdadeiros exercícios de como arrecadar mais impostos e tributos.
Enquanto isso, a discussão da reforma tributária aguarda a definição política dos novos nomes que irão comandar o Congresso Nacional.

As empresas e os empresários que sobreviveram às situações críticas em consequência da pandemia enfrentarão desafios ainda maiores este ano, começando pelo abastecimento de insumos e matérias-primas.

Os preços aumentam a cada momento de incertezas. Temos também a falta de previsibilidade dos impactos que as reformas tributária e administrativa terão nos incentivos da ZFM (Zona Franca de Manaus).

Precisamos ficar atentos ao mercado consumidor, que dependerá da retomada econômica com a geração de emprego e renda, e ao equilíbrio fiscal da União, onde estados e municípios precisam continuar a rodar o cotidiano e esperar o milagre das privatizações para sobrar algum recurso para investimentos em infraestrutura.

Para completar esse cenário, há preocupação com os índices econômicos, como a inflação, taxa de juros e o câmbio que estão com tendência de alta. Mas continuaremos trabalhando e nos planejando para superar estas dificuldades e, como sempre, investindo em processos e produtos para obter racionalizações e a melhoria de produtividade para que possamos amenizar parte do custo Brasil, que continua ativo, apesar de todas as tentativas de reduzi-lo.

O esforço para diminuir e até eliminar sua burocracia é de extrema importância para manter a atividade industrial no País. Se não houver uma revisão urgente, mais empresas fecharão ou irão transferir sua produção para países mais competitivos. Continuamos esperançosos que dias melhores virão e vamos começar o ano, apesar das dificuldades, com muita energia, saúde, esperança e fé.

Feliz Ano Novo! E um ótimo 2021 a todos!