24/01/2026
Em um movimento estratégico para o fortalecimento da economia regional e da soberania nacional, foi assinado nesta sexta-feira, 23 de janeiro, em Brasília, o acordo de parceria para pesquisa, desenvolvimento e inovação entre o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Instituto Militar de Engenharia (IME).
O objetivo central é a instalação do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam), iniciativa que recebeu forte apoio e entusiasmo das lideranças industriais do Amazonas.
A cerimônia contou com a presença de Luiz Augusto Rocha e Lúcio Flávio de Oliveira, presidentes do Centro da Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), e do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).
As lideranças da indústria amazonense veem no novo instituto um motor para a geração de empregos de alta qualificação e o desenvolvimento sustentável.
Para a indústria local, a presença de um braço tecnológico do IME na região representa a oportunidade de integrar ciência de ponta às realidades produtivas da Amazônia.
Crescimento do setor produtivo
O presidente da FIEAM, Antônio Silva, disse que a chegada do Ipeam é a realização de um desejo antigo da indústria amazonense, trazendo um centro de excelência que dialoga diretamente com a inovação e o crescimento do setor produtivo local.
Reforçando essa visão, Luiz Augusto Rocha, presidente do Conselho Superior do CIEAM, e Lúcio Flávio de Oliveira, presidente-executivo da entidade, destacaram que a integração entre ciência de ponta e a realidade da floresta é o único caminho para um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e soberano.

“É um momento histórico que mostra o comprometimento tanto com o desenvolvimento da pesquisa científica na Amazônia, aumentando o potencial de conhecimento e de utilização da biodiversidade da região. Assim como o conhecimento regional e desenvolver e a qualificação de pessoal, utilizando a expertise do Instituto Militar de Engenharia. Esse momento é histórico, pois, o Exército demonstra a importância que tem a Amazônia para a integração regional, nacional e internacional”, disse Lúcio Flávio de Oliveira.
Centro de excelência
Luiz Augusto Rocha destacou ainda a importância da participação da indústria do Amazonas na assinatura desse convênio, pois, a partir de agora, as indústrias, poderão, com esse centro de excelência, impulsionar as suas áreas tecnológicas, as suas áreas de inovação a partir da região.

“É importante mencionar isso porque nós termos a possibilidade de fazer esse desenvolvimento no nosso Estado e isso é extraordinário para toda a nossa região”, ressaltou o presidente do Conselho Superior do CIEAM.
Correção das desigualdades regionais
O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, destacou que a iniciativa visa corrigir desigualdades regionais históricas.
"Nós temos que fazer com que os nossos filhos sonhem ficar lá para verdadeiramente enraizar o desenvolvimento, afirmou o ministro, reforçando que o Ipeam permitirá que a inteligência local permaneça na região.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM) foi apontado como peça-chave para a viabilização do projeto. Mucio descreveu o senador como um devedor ciente que não descansou até garantir recursos para o sonho de levar os cursos superiores do IME para o estado.
“Só quem mora no Amazonas conhece a realidade, as dificuldades e as potencialidades”, ressaltou o ministro ao elogiar o empenho de Braga em lutar pelos interesses amazonenses.
Pontos acordo
O acordo terá vigência de 60 meses e focará em áreas como inteligência artificial, tecnologias quânticas e biotecnologia, unindo a expertise de monitoramento do Censipan à excelência acadêmica do IME.
O objetivo desse esforço conjunto é aplicar o conhecimento científico do Ipeam à infraestrutura e bases de dados estratégicas do Censipam, permitindo que o Brasil rompa barreiras tecnológicas e promova uma presença qualificada do Estado na Amazônia.
As atividades de pesquisa serão inicialmente estruturadas através de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), com a possibilidade de expansão para cursos de graduação em engenharia no futuro
Os investimentos iniciais do projeto estão orçados, até agora, em R$ 150 milhões.
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