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Indústria cautelosa com violência

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08/06/2021

Fonte: JCAM

Andréia Leite

Fabricantes suspendem parte das atividades no Polo Industrial de Manaus em razão dos ataques de domingo

A produção no PIM (Polo Industrial de Manaus) contou apenas com 30% das operações nesta segunda-feira (7). Ao menos 50 empresas estão operando apenas em horário comercial. A alteração no horário impacta as operações do segundo e terceiro turno. A mudança adotada por parte do setor industrial está associada aos acontecimentos ocorridos na cidade, que forçaram a suspensão de uma série de atividades na capital amazonense.

Informações da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), é que 70% das empresas optaram pela suspensão das produções com respaldo na segurança dos funcionários.

O vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, informou que uma reunião com o Sindmetal -AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas) vai definir se haverá alguma mudança em relação ao horário das atividades laborais desta terça-feira (8). Até o fim da tarde desta segunda-feira, as lideranças dos sindicatos laborai e patronal pretendiam se reunir para definir sobre a possível normalização dos horários das atividades no PIM, porém até o fechamento da edição não obtivemos retomo.

Azevedo assegura que o cenário é preocupante por se tratar de uma situação inesperada, além do receio que aconteçam atos como os do último domingo. Ele comenta que as empresas de transporte especial estão inseguras em liberar os veículos das garagens. "Precisamos pensar na segurança dos trabalhadores e em preservar as vidas".

Na mesma linha, o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, ressaltou que os representantes da indústria têm conversado tanto com o secretário de segurança, quanto com os associados na tentativa de que as empresas tomem a decisão que achar mais conveniente, mas mantendo a preservação da dignidade e segurança dos funcionários. O impacto dos atos de vandalismo manteve cerca de 25 mil trabalhadores em casa, dados do Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), Valdemir Santana, disse que pelo menos 25 mil trabalhadores permaneceram em casa nesta segunda-feira por conta da medida de segurança adotada pelas empresas em acordo com o sindicato.

De acordo com o presidente do Sindmetal-AM o sindicato não foi procurado para participar da reunião que estava marcada para definir a questão dos horários. Ele não soube informar se houve ou não o encontro. "No domingo foi conversado com os sindicatos patronais, ficando decidido pela suspensão dos trabalhos nesta segunda-feira.

Para Valdemir, a grande preocupação é priorizar a segurança dos colaboradores. "Acordamos com o sindicato patronal que não haverá danos às empresas e as horas de produção interrompidas serão repostas".

Ele informou que algumas fábricas permanecerão com as atividades apenas no horário comercial nesta terça-feira (8).

Indústrias que suspenderam as atividades

Entre a lista das fabricantes que comunicaram à Fieam a suspensão do primeiro turno e do horário comercial, nesta segunda estão: Yamaha, Visteon, PST, Musashi, Oriente, Harman, Teneco, TPV, Nipoon, Gree, Denso, FCC, Oriente, Alpha, Adata, Technos, Johnson, Copag, Bemol, Yamada, Yasufuku, Digitron, Águas de Manaus, Ventsol, Beira Alta, Fonteiner, White Martins, Instituto Transportes, Aggreko, Humax, Kawasaki, Jabil, HDL, Mondial, NCI, Impram, Bike Norte, Pioneer, Cal-Comp, Arris, Sagemcom, Honda Lock, Panasonic, Daikin, Brudden, Daido, Seculus, Unicoba.

O Jornal do Commercio tentou contato com algumas dessas fabricantes para averiguar o impacto desta paralisação nas produções, até o fechamento não obtivemos resposta.

Representantes da indústria têm acompanhado movimentação das forças de segurança para o retorno tranquilo

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