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Gás congelado pode ser investimento da indústria no pós-pandemia do AM

Fonte: Em Tempo

Beatriz Araújo

No próximo ano, o Polo Industrial de Manaus (PIM) poderá ser movimentado com uma energia mais barata e 40% menos poluente que o óleo diesel. A atividade será feita por meio da utilização de Gás Natural Liquefeito (GNL) no estado do Amazonas que deverá ser implantado pela Amazônica Energy com possibilidade de estoque.

Com a pandemia ocasionada pelo novo Coronavírus, a demanda de importação do gás natural precisou ser reduzida, no entanto, segundo diretor presidente da empresa, Marcelo Araújo, a data será mantida e a expectativa é que o uso do gás seja utilizado em todo o Amazonas.

“A expectativa é poder importar o gás natural até a capital amazonense e distribuir para outras potências distribuidoras, ou seja, em sistemas isolados do Amazonas, assim como comercializar o gás junto a produção de energia elétrica, atividades de mineração, agronegócio e junto as concessionárias de energia e distribuição de gás natural. Há também a probabilidade do uso no setor automotivo”, ressaltou Araújo.

O GNL pode ser transportado em grandes quantidades por meio do transporte fluvial que podem ser estocadas em um terminal flutuante, o insumo é considerado o mais barato se comparado a outros combustíveis líquidos. Em um cenário pós-pandemia, onde as indústrias precisaram investir em produtos mais acessíveis devido aos cortes de gastos, o uso do gás natural traria grandes benefícios a economia.

“O grande benefício que o uso do gás apresenta é o econômico, pois permite que a indústria possa produzir energia com custo maior, estudamos também o uso do gás para o consumo residencial que traria um custo menor a população”,analisou o presidente.

O gás natural é utilizado em finalidades térmicas, ou seja, pode ser usado para movimentar turbinas, geradores, secagem de grãos e minérios além de implantações industriais.

Sustentabilidade

A navegação pode ficar ainda mais barata, usando o gás como combustível e movimentando ainda mais a imensa malha fluvial. As cidades maiores ainda podem usar o GNL para abastecer o transporte público, carros de polícia e ambulâncias, que gastam fortunas em diesel e gasolina, ajudando a poluir as cidades.

O gás natural possui menos emissões poluentes que o diesel e óleo combustível, possuindo execuções menos agressiva ao meio ambiente.

“O GNL possui um benefício ao meio ambiente muito grande, pois possui menor impacto ambiental na região, podendo reduzir em torno de 40% as emissões de CO2 na atmosfera. Além de trazer a garantia de que em casos de acidentes fluviais ele não prejudicará a natureza, pois ao contrário dos combustíveis fosseis baseados em petróleo, que são responsáveis por grande parte da poluição de mares e rios, o gás natural evapora causando um impacto menos nocivo ao ambiente”, explicou Marcelo.

Distribuição

O projeto de distribuição do gás criogenado ocorrerá em duas fases. A primeira será organizar a distribuição de Itacoatiara para Manaus, seguido de Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR), consumindo de 2 a 3 milhões de m3/dia, o que viabiliza o projeto economicamente. A segunda etapa será voltada para o estado do Pará. Juntos, esses mercados podem evoluir gradativamente ao consumo de 10 milhões de m3/dia numa perspectiva de médio e longo prazos em atividades industriais, geração de energia e mineração, além de fomentar grandes projetos comerciais e novas termelétricas, onde não há energia, atualmente.

“O propósito do uso do gás vai muito além da economia de energia. O mercado consumidor do estado é abastecido por energia elétrica que é oriunda, ora de usinas hidrelétricas e ora de termoelétricas. Na capital existe uma usina termoelétrica que é capaz de produzir energia quando a água está baixa, no entanto quanto é necessário produzir energia com outras fontes como o diesel, que possuem um valor elevado o GNL é mais benéfico e assim economizando o custo da produção de energia elétrica para atender o mercado”, finalizou o diretor.

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