24/04/2026
Evento reúne lideranças da indústria, comércio e especialistas jurídicos para analisar os reflexos operacionais e sociais de uma possível mudança na jornada de trabalho no Amazonas.
O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) realizou, na tarde desta quinta-feira (23/04), um ciclo de debates focado em um dos temas mais latentes da atual agenda trabalhista brasileira: a jornada de trabalho e as discussões acerca do fim da escala 6x1. O evento, que reuniu especialistas e representantes de grandes setores produtivos, teve como objetivo desdobrar os dados da realidade local e os riscos jurídicos e econômicos envolvidos na transição de modelos de trabalho.
A programação contou com uma análise técnica do panorama da jornada de trabalho em Manaus, conduzida por José Wilson Falcão, coordenador da Comissão de RH do CIEAM. No setor industrial, o debate ganhou contornos práticos com a participação de Mário Pereira Júnior, da Yamaha Manaus, que detalhou os desafios operacionais de manter a produtividade em um cenário de mudanças na escala. O comércio e o setor jurídico também foram representados por especialistas da CNC e da Advocacia José Eduardo Duarte Saad, respectivamente.
Durante a abertura oficial, que contou com a participação do vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Wilson Périco, do representante da Câmara Nipo, Iuquio Ashibe, e do presidente executivo do CIEAM, Lúcio Flávio Morais de Oliveira, que destacou a importância de um diálogo equilibrado que considere a particularidade do modelo Zona Franca de Manaus.
"Nosso papel enquanto entidade é promover um debate técnico e transparente. Não podemos discutir a alteração de escalas de trabalho sem olhar para os dados reais de produtividade e para a segurança jurídica das nossas indústrias. Estamos aqui para entender como conciliar o bem-estar do trabalhador com a sustentabilidade econômica que mantém o Amazonas competitivo no cenário global."
O evento culminou em um painel interativo moderado por Fabrícia Moura (Lite-On), onde temas como políticas públicas de proteção ao trabalhador e iniciativas empresariais de prevenção foram discutidos. Para os participantes, o foco central permanece nos impactos sociais e econômicos que uma mudança abrupta na jornada pode causar na cadeia produtiva da região.
O CIEAM reforça que o acompanhamento dessas tendências é fundamental para que as empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) possam se adaptar com previsibilidade e responsabilidade social.
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