23/04/2022
Jeferson Ramos
O deputado federal Bosco Saraiva (Solidariedade) disse ontem que a bancada federal vai analisar o teor da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo governo do Estado no Supremo Tribunal Federal (STF) para só depois decidir se recua da pretensão de apresentar o mesmo instrumento no STF.
“Ainda não conheço o teor da ação que foi dada entrada. Temos que promover a entrada das informações adequadas, perfeitas, históricas para poder a gente lograr êxito. Ao conhecer o teor do documento, vamos levar para um especialista no assunto e seguir o não com a nossa ação”, afirmou o deputado em entrevista ao podcast da coluna Sim & Não do jornal A CRÍTICA.
Nesta quarta-feira, em reunião na casa do coordenador da bancada amazonense no Congresso Nacional, senador Ornar Aziz (PSD), foi anunciado que o Solidariedade vai apresentar ação no Supremo.
Ainda sem data para ser oficialmente impetrada, a Adin da bancada pode levar de 7 a 10 dias para ficar pronta. Enquanto isso, o governador Wilson Lima (UB) decidiu voltar atrás depois de reunir em um outro encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e apresentou a ação às 12h00 desta sexta-feira.
Saraiva afirmou que nenhum dos membros da bancada presentes na reunião querem ser protagonistas dos futuros resultados da ação, mas lamentou que os deputados bolsonaristas Capitão Alberto Neto (PL) e Pablo Oliva (UB) se ausentaram da reunião.
"Essa é a oportunidade para a população ficar de olho para saber quem de fato está de fato a favor do povo, da Zona Franca e quem está a favor das pessoas. Todos foram avisados sobre a reunião", afirmou Bosco, negando que seria um acordo entre os dois deputados.
O deputado explicou que a ideia de o Solidariedade apresentar a Adin surgiu durante a reunião e que ele ligou ainda durante o encontro para o deputado federal Paulinho da Força, presidente nacional da sigla, para verificar a possibilidade.
OUTRO LADO
Procurado, Pablo Oliva declarou que no dia da reunião na casa de Ornar não estava em Manaus e que tinha uma outra agenda no mesmo horário do encontro.
Ele afirmou que a bancada tem feito reuniões de teor político e não técnico e que já teria conversado com o presidente Jair Bolsonaro (PL) para mostrar a necessidade de excepcionalizar os produtos da Zona Franca de Manaus.
Bosco intermediou a conversa com Paulinho da Força, presidente do Cidadania.