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Indústria de eletrodomésticos vende 13% mais até junho, mas está abaixo do nível pré-pandemia

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12/07/2023 10:35

Por Ana Luiza de Carvalho, Valor — São Paulo

As vendas de eletroeletrônicos da indústria para o varejo cresceram 13% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). A expansão, no entanto, não foi suficiente para recuperar os patamares pré-pandemia, e a associação indica cautela para o restante do ano. A expectativa é de que as vendas em 2023 totalizem alta de 4% a 6% em relação ao 2022, caso o desempenho do setor fique de acordo com a média histórica.

Para a Eletros, a queda da taxa básica de juros é fator determinante para o aumento de vendas, especialmente da linha branca (produtos como geladeiras, fogões e máquinas de lavar).

A associação aponta que foram vendidos pouco mais de 44 milhões de itens entre janeiro e junho, ante 39 milhões no mesmo período de 2022 e 47 milhões em 2019. O presidente executivo da Eletros, Jorge Nascimento, afirma que ainda é cedo para cravar uma recuperação e que o avanço nas vendas pode refletir apenas uma reposição de estoques do varejo.

“Nosso setor é muito sensível e um dos primeiros a sentir uma retomada da economia, já que quando sobra dinheiro o consumidor vai consertar um eletrodoméstico ou comprar um novo, mas nesse momento, ainda não dá pra garantir”, aponta.

A entidade afirma que o patamar de juros é uma das condições econômicas mais determinantes para o consumo da população, principalmente no caso da linha branca, que inclui equipamentos de valor mais elevado. As vendas da linha branca no primeiro semestre deste ano cresceram 4% sobre o mesmo período do ano passado, que foi “um dos piores da década” na análise da associação.

“Se a parcela não cabe no bolso do consumidor, ele se retrai, então precisa haver uma redução na taxa de juros referencial para que o consumidor possa parcelar refrigerador, máquina de lavar e televisores”, afirma Nascimento.

Uma das apostas da associação é a troca de produtos de linha branca para versões mais modernas. Júnior aponta que, apesar dos itens terem uma vida útil longa, a renovação de equipamento pode representar uma economia nos gastos com energia elétrica.

“Na casa das pessoas e em órgãos públicos ainda temos ar condicionados com eficiência energética bem menor do que a indústria oferece hoje. As empresas também tem em seu parque produtos não tão eficientes, então estamos dialogando com o governo para implantar uma política de renovação desses produtos”, diz.

Uma das negociações em curso, segundo o presidente da Eletros, é uma possível parceria com o Minha Casa Minha Vida para disponibilizar eletrodomésticos aos beneficiados do programa habitacional. “Com móveis e eletrodomésticos você transforma esse ambiente em um lar”, afirma.

Menos dependentes de crédito, as vendas de eletroportáteis cresceram 13% no primeiro semestre. No caso das fritadeiras elétricas sem óleo, as “air fryers”, o salto foi de 85%.

O diretor-presidente da Mondial, Giovanni Marins Cardoso, afirma estar “muito otimista” para o restante do ano. O executivo comenta que 25 milhões de lares brasileiros não têm liquidificador, o que indica o tamanho do mercado a ser explorado, e cita também as previsões climáticas de mais calor no segundo semestre.

“A tendência é que este ano o verão seja mais quente, e ventilador é um produto importante para nós, assim como ar condicionado para outras empresas”, observa. Outro fator positivo, segundo Cardoso, é a retomada do programa Bolsa Família e o avanço da massa salarial da população.

O faturamento da Mondial no primeiro semestre avançou 30% sobre o mesmo período de 2022, para R$ 2,45 bilhões. A expectativa é alcançar R$ 5,2 bilhões até dezembro, o que representará alta de 35% em relação à receita de 2022.

Fonte: Valor Econômico

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