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Brasil caminha para desenvolver tecnologia de vanguarda

  • Postado em: 14/05/2022
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A educação brasileira ocupa um dos piores rankings dos países com excelência no setor, um problema que depõe contra o desenvolvimento da ciência no país. Hoje, pouco se vê alguma inovação desenvolvida por brasileiros. Os incentivos são poucos. E grandes talentos acabam migrando para nações mais desenvolvidas, onde conseguem mais apoio, recursos e melhor remuneração para tocar as suas pesquisas.

O Brasil ainda está longe de fazer parte dos países com tecnologia de vanguarda. Em geral, as inovações são apenas replicadas nas indústrias brasileiras, seguindo as tecnologias desenvolvidas lá fora. A ZFM (Zona Franca de Manaus), que abriga mais de 500 empresas sobre os mais diversos segmentos de mercados, a situação também não é diferente.

Mesmo com todo o apoio financeiro destinado por um percentual da indústria para pesquisa e inovação, o Estado não produz praticamente nada em termos de novas ferramentas tecnológicas.

Agora, o governo central trabalha para mudar esse cenário tão negativo na área de educação e tecnológica. O MEC (Ministério da Educação) fez o pré-lançamento do aplicativo SouTec, que pretende estimular estudantes brasileiros a escolherem um curso técnico de acordo com cada perfil de interesse. O anúncio foi feito na feira Bett Brasil em São Paulo (SP), na quinta-feira (12). A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2022.

De acordo com informações da pasta, por meio da ferramenta, o estudante deverá responder questões que avaliam suas preferências relacionadas a atividades de trabalho. Quando terminar, terá acesso a um resumo e a um relatório completo explicando qual é o perfil vocacional. O foco são os quase 12 milhões de estudantes que estão nos anos finais do ensino fundamental (do 6° ao 9° ano).

"Essa demanda surgiu da Setec (Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica) do Ministério da Educação, que identificou a necessidade de os alunos brasileiros conhecerem os cursos profissionalizantes oferecidos pela rede federal de ensino. A ferramenta também pode ser utilizada por profissionais que desejam se reposicionar na carreira profissional, contribuindo para estimular a aprendizagem ao longo da vida", divulgou o MEC.

No evento, foi apresentado outro aplicativo Jornada do Estudante, que pretende unificar informações da trajetória dos estudantes. A ideia é que os estudantes possam consultar os seus registros educacionais e documentos pertinentes à sua trajetória, desde o primeiro ingresso em estabelecimento de ensino, público ou privado, até o nível superior e de especializações.

Segundo o MEC, o aplicativo servirá também como mecanismo de comunicação, de modo que os estudantes recebam as novidades do governo federal voltadas à educação. O lançamento deve ocorrer também neste primeiro semestre.

Os aplicativos serão disponibilizados gratuitamente na loja do gov.br para as plataformas Android e IOS.

Portanto, as novas iniciativas para aprimorar a educação brasileira começam a trabalhar na base, subsidiando os estudantes para escolherem a profissão de acordo com a vocação de cada um. Não adianta pressionar. Alguém só produzirá bem onde se sentir mais confortável, tendo maior identificação com as atividades, alçando voos para ascensão no mercado de trabalho.

Fonte: Jornal do Commercio - OPINIÃO - Editorial