09/06/2026
BRASÍLIA - Em um movimento decisivo para o futuro da região amazônica e do Brasil, foi lançada nesta terça-feira, 9 de junho, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a agenda "Zona Franca de Manaus 2050: Agenda Estratégica para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia".
O evento reuniu autoridades, empresários e representantes da sociedade civil para apresentar um plano de longo prazo que visa consolidar o modelo industrial como motor de inovação, bioeconomia e preservação ambiental.
O vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias do Estado do Amazonas (CNI) e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antônio Silva, destacou em sua fala de abertura que a Zona Franca de Manaus (ZFM) não representa um prejuízo ou privilégio, mas sim um dos mecanismos mais eficientes de desenvolvimento regional e integração nacional já concebidos pelo Estado brasileiro.
Silva ressaltou que o modelo é fundamental para compensar os desafios logísticos e geográficos únicos da Amazônia Ocidental. Destacou ainda que o Polo Industrial de Manaus alcançou um faturamento superior a 41 bilhões de dólares em 2025, sendo responsável pela manutenção de mais de 132 mil empregos diretos e aproximadamente 600 mil postos de trabalho indiretos.
“A atividade econômica gerada no Amazonas movimenta negócios, empregos e arrecadação tributária em praticamente todos os estados brasileiros”, afirmou o presidente da FIEAM, reforçando que a ZFM é um investimento estratégico na soberania nacional.
Política de Estado
O presidente do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), Luiz Augusto Rocha, enfatizou que a ZFM é, acima de tudo, uma Política de Estado construída com inteligência institucional e perseverança.
Rocha destacou um dado fundamental para o debate climático global: o modelo atual permite a preservação de mais de 97% da cobertura florestal do estado, provando ser uma aliada estratégica da conservação ambiental.
Ainda de acordo com o presidente do CIEAM, a agenda "Zona Franca 2050" é um convite para olhar além das urgências imediatas e dos ciclos eleitorais, focando em uma visão de longo prazo. Ele ressaltou que a Amazônia ocupa hoje o centro da estratégia das grandes nações devido à disputa por minerais críticos, à transição energética e ao reconhecimento da biodiversidade como um ativo estratégico.
“A vocação do Amazonas é a indústria. Sempre a favor da Amazônia, sempre a favor do Brasil”, disse Luiz Augusto Rocha.
Os Pilares da Agenda 2050
O documento apresentado propõe diretrizes claras para as próximas décadas, focando em:
Por fim, os dirigentes das indústrias do Amazonas fizeram um chamamento ao diálogo contínuo entre os setores público e privado para garantir que a Amazônia brasileira lidere a agenda de desenvolvimento que integra economia e conservação ambiental. Além de um plano econômico, a Agenda 2050 reafirma o compromisso com a soberania nacional e a dignidade de milhões de brasileiros que vivem na região.
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