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Suframa quer recuperar R$ 100 mi para pesquisas e desenvolvimento

Reportagem publicada no Jornal Em Tempo

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) quer recuperar um valor acumulado entre os anos de 2011 a 2016 superior a R$ 100 milhões para investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Estado. O montante deveria ser aplicado nesse mesmo período por quase 65 empresas que se enquadram nos segmentos de bens de informática e estão instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

De acordo com o superintendente da autarquia, Appio Tolentino, as participações das empresas para investimentos nos segmentos de bens de informática, em 2011, eram de 10%. Ocorre que o índice foi reajustado nos últimos anos e vale atualmente 20%. Segundo o titular da Suframa, um valor entre 20% a 25% podem ser passíveis de glosa e parcelamento.

Tolentino conta que no último dia 28 de agosto, houve uma reunião, em Brasília, entre membros da bancada do Amazonas e o governador eleito do Estado, Amazonino Mendes, com o presidente Michel Temer, para conversar sobre o impasse dos investimentos em P&D e a Medida Provisória (MP).

Coordenada pelo senador Omar Aziz, a bancada contou com a presença dos deputados federais Silas Câmara, Pauderney Avelino e Hissa Abraão. Na ocasião, foi pedida a flexibilização do pagamento do valor acumulado e que ele permaneça no Estado do Amazonas.

O senador Omar afirma que na reunião com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pereira, na semana passada, foi discutida a questão dos investimentos em P&D pelas empresas do PIM. Segundo ele, se o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não assinar a MP para fazer o reinvestimento das empresas que estão devendo P&D, na próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), vai ter que mandar fechar as indústrias “devedoras”.

“Isso seria um problema gravíssimo. Tanto é que o ministro Marcos Pereira tem sido solidário conosco e não tem feito reunião do CAS, porque se ele vier, tem que pautar essa questão da dívida. É um valor alto. Muitas empresas estão em dívida e alegam que não fizeram investimentos por falta de projetos. Mas com essas grandes indústrias é necessário mudarmos o mecanismo desses investimentos”, comenta o senador.

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