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Sindicato contabiliza até 15 assaltos por mês em coletivos que fazem transporte especial em Manaus

Reportagem publicada no portal G1.com

Por mês, entre 10 e 15 assaltos a ônibus que transportam trabalhadores do Polo Industrial de Manaus (PIM) ocorrem na capital. O número de roubos desse tipo foi divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Especial, Turismo, Fretamento, Locadoras e Carros de Valores Intermunicipal de Manaus (Sindespecial), nesta sexta-feira (11). Vítimas relatam que os assaltantes agem com violência e fazem ameaçam durante os constantes assaltos.

O G1 aguarda posicionamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) sobre o assunto.

De acordo com o Sindespecial, a frota de transporte especial têm 2.800 ônibus operando 24h atualmente. Os veículos transportam até 80 mil trabalhadores do Polo Industrial de Manaus por dia. O segmento é responsável pelo transporte de 80% dos operários do PIM.

Segundo o presidente do Sindespecial, William Enock, seis ônibus já chegaram a ser assaltados ao mesmo tempo. “Em uma rota só, seis ônibus foram assaltados de uma vez só. Os ônibus passam diariamente naquele local e horário certo. Os assaltantes sabem disso e montam barricadas com geladeira velha para parar os veículos. Eles fazem a limpa e essa situação é difícil”, disse o sindicalista.

O sindicato diz ainda que nem todos os casos são registrados na polícia. “Os motoristas estão com medo de fazer o Boletim de Ocorrência e denunciar os casos porque as fábricas não querem que falem o nome delas. Agora as próprias empresas de transporte também falam para os funcionários que não adianta fazer BO. As empresas estão tomando essa atitude. Temos BOs de alguns assaltos e de outros não”, comentou William Enock.

Projeto

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) lançou, em fevereiro deste ano, o projeto "Rota Segura". O projeto adotaria estratégias para coibir assaltos a ônibus em Manaus. A medida atenderia, primeiramente, rotas do transporte especial do Polo Industrial de Manaus, com uso de tecnologias para evitar ações criminosas nos coletivos. Após quase seis meses do lançamento do projeto, as ações criminosas contra ônibus do transporte especial continuam ocorrendo.

Há empresas que analisam contratar escolta armada para acompanhar os ônibus que transportam os trabalhadores de casa para as fábricas e no trajeto inverso.

“Tem empresa que conversamos que pensa em contratar segurança armada já que a Secretaria de Segurança não está resolvendo. Até agora a Secretaria de Segurança não apresentou um assaltante de ônibus especial, não houve uma prisão nesse projeto, não houve nada. A gente não quer que reduza, queremos que acabe os assaltos aos ônibus”, afirmou Enock.

Violência

O caso mais recente de assalto a ônibus que transportava trabalhadores do PIM ocorreu na noite da última terça-feira (8), na Zona Leste da capital amazonense. Três criminosos armados com armas de fogo renderam 35 passageiros. O trio roubou celulares e outros pertences das vítimas. O trecho onde o crime ocorreu fica na comunidade Santa Inês. A mesma empresa de transporte especial já tinha sido alvo dos criminosos no local, que é considerado perigoso.

O motorista que dirigia o veículo relatou como os assaltantes agiram. Depois do assalto, o motorista recebeu atendimento psicológico por meio do Sindespecial e o trauma modificou a rotina de trabalho do motorista.

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