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Qual impacto da crise argentina no Brasil?

Notícia publicada pelo Jornal Em Tempo

O resultado das eleições primárias na Argentina não agradou o mercado. Após a vitória de Alberto Fernández, da chapa da ex-presidente Cristina Kirchner, contra Maurício Macri, a Bolsa Mervalregistrou queda de aproximadamente 38%, chegando a perder US$ 23,7 bilhões. Para o Brasil, a crise no país vizinho, deve abalar as exportações, as quais reduziram em pelo menos 40% nos primeiros 7 meses de 2019.

A mais afetada foi a moeda americana, que recentemente havia registrado uma queda de 1,26%. Com o ocorrido, superou os R$ 4,00. A Bolsa brasileira sofreu uma desvalorização de 2%, operando por volta de 101 mil pontos, que demonstrou uma queda considerável.A [B3] opera na casa dos 105 mil pontos desde o primeiro semestre.

Para Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura, a crise na Argentina afeta diretamente o Brasil quando se fala sobre as relações comerciais entre os dois países.

“Isso se deve à queda no número de exportações daqui para lá. Uma crise econômica do nosso vizinho, derruba a demanda por nossas exportações e tem um impacto negativo sob o crescimento brasileiro”, explica. Silveira destaca que a crise econômica do país deve contaminar o ambiente de negócios caso haja descuido nas agendas internacionais. “Essa crise pode contaminar o ambiente de negócios, se fizer novamente um default de seus compromissos externos”, comenta.

Pedro Paulo afirma que a questão do descuido com a agenda internacional pode não ser um fator determinante, que deve deixar os agentes mais apreensivos ao investir.

“Ainda que esse último evento tenha menos influência, ele acaba por aumentar a cautela dos agentes”.

A votação em 1º turno das eleições deve acontecer oficialmente no dia 27 de outubro. O mercado aguarda pelos resultados, apesar da aprovação de Fernández ser de 47% nas primárias. Para Silveira, a tendência é que a volatilidade siga subindo até as eleições. O cenário atual é de incerteza e deve manter o mercado com o pé atrás.

“A tendência é que a volatilidade suba até as eleições em outubro, à medida que as incertezas continuem elevadas”, finaliza.

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