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Produção industrial amazonense tem novo recuo em abril, diz IBGE

Notícia publicada pelo Jornal do Commercio

A produção industrial do Amazonas diminuiu o passo entre março e abril (-1,2%), na segunda queda mensal seguida. A indústria amazonense, contudo, cresceu 4% em relação ao mesmo mês do ano passado, ocupando a terceira posição no ranking nacional, segundo dados revelados pelo IBGE, nesta terça (11).

Não foi suficiente para tirar o acumulado do vermelho. De janeiro a abril, verificou-se uma melhora em relação à sondagem anterior (-5,1%), mas o saldo permaneceu negativo em 3%. No aglutinado de 12 meses, houve queda de 2,7%, 0,6 pontos percentuais acima da marca do mês anterior (-2,1%).

Cinco atividades tiveram crescimento na comparação de abril com o mesmo mês de 2018 – contra três no levantamento anterior. Bebidas (+42,8%), máquinas e equipamentos (+42,1%), produtos de metal (+12,4%), derivados de Petróleo (+1,5%) e indústria extrativa (+0,5%) puxaram os números para cima. Os produtos em destaque foram, respectivamente, preparação e xarope e refrigerantes; condicionadores de ar e terminais de autoatendimento; aparelhos e barbear e artefatos de ferro e aço; gasolina, óleo diesel e gás natural.

Na outra ponta, impressão reprodução e gravações (-62,9%), máquinas aparelhos e materiais elétricos (-19,2%), informática e eletrônicos (-9,2%), borracha e plástico (-4%) amargaram retração. Foram impactados por impressão para uso industrial; disjuntores, conversores, condutores e alarmes; relógios e decodificadores; garrafas plásticas, sacolas e chapas.

Na comparação mensal, a taxa do Amazonas foi a quinta mais elevada entre as unidades da federação pesquisadas, mas ficou abaixo da média nacional (+0,3%). Nove dos 14 locais sondados pelo IBGE cresceu, sendo que o Estado com o melhor desempenho foi Pernambuco (+8,3%). O Pará (-30,3%) amargou o pior número.

No confronto com os números de abril de 2018, o Estado se saiu melhor, ficando acima da média nacional (-3,9%) e no terceiro lugar do ranking nacional – só perdeu para o Ceará (+6,5%) e o Rio Grande do Sul (+6,3%). Oito das 14 unidades federativas pesquisadas sofreram retração neste tipo de comparação, sendo a maior delas, novamente, no Pará (-31%).

“Olhando para a comparação com o mês anterior, o desempenho da produção industrial de abril não foi bom. Mas, na comparação com 2018, foi melhor. Infelizmente, atividades tradicionais, como eletrônicos, relógios e motocicletas, tiveram desempenho abaixo do esperado, inibindo a possibilidade de um crescimento maior da indústria, nessa comparação”, lamentou o supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques.

“OLHO DO FURACÃO”

Para o presidente da Fieam, Antonio Silva, os números de abril não surpreenderam diante da volatilidade política do país e das dificuldades do governo federal de levar as reformas adiante. Ou mesmo de tirar a máquina pública do ponto morto.

“Infelizmente, ainda não conseguimos dar a grande virada para sair da crise. Continuamos no olho do furacão, com todas essas brigas políticas, insegurança jurídica e nada de reformas, o que gera toda essa estabilização no nosso mercado. Do jeito que está, a tendência é seguir assim no curto prazo. E, como se não bastasse, ainda não tivemos nenhuma reunião do CAS [Conselho de Administração da Suframa] e os projetos para incentivos da Sudam seguem em banho-maria, inibindo ainda mais os nossos investimentos”, finalizou.

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