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Produção de bicicletas no PIM têm melhor resultado de agosto da década

Notícia publicada pelo Jornal do Commercio

O polo de bicicletas do PIM registrou, em agosto, o seu melhor resultado para o mês em toda a década. No total, as fabricantes entregaram 116.525 unidades, 19,2% a mais do que o contabilizado no mesmo mês de 2018 (97.773) e 36,9% superior ao registrado em julho de 2019 (85.131). Os dados foram divulgados nesta quarta (11), pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

O novo resultado positivo também elevou o desempenho no acumulado. De janeiro a agosto, o PIM fabricou 592.844 bicicletas, correspondendo a uma alta de 19,3% na comparação com os oito meses iniciais de 2018 (496.859 unidades). Com isso, a Abraciclo mantém sua projeção de encerrar o ano com 10,8% de crescimento na produção, totalizando 857 mil unidades – contra 773.641 em 2018.

O vice-presidente do Segmento de Bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola, avalia que o aumento do uso das bicicletas, tanto como meio de mobilidade nos centros urbanos como para práticas esportivas, mantém as linhas de produção aquecidas.

“Para atender esse consumidor, as fabricantes nacionais oferecem modelos com maior valor agregado a preços mais acessíveis”, destacou, no texto distribuído pela assessoria de comunicação da Abraciclo.

O executivo salienta ainda que a produção das fábricas do PIM tende a aumentar ainda mais nos próximos meses para atender a demanda adicional de datas comemorativas, como o Dia das Crianças, Black Friday e Natal, que costumam estimular as vendas do produto.

O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Mario Okubo, disse ao Jornal do Commercio que o resultado das linhas de produção “é ótimo” diante da “atual fase econômica do país”. O dirigente avalia que a maior produção reduziu o custo unitário das bicicletas, permitindo agregar maior competitividade à qualidade.

“A produção e venda de bicicletas é um mercado em alta, dadas as dificuldades de mobilidade nos centros urbanos, que vêm investindo em ciclovias para isso. Acredito que a tendência de curto prazo ainda é de crescimento”, comemorou Mario Okubo, presidente da Aficam, entidade cuja maioria dos associados é de fabricantes do polo de duas rodas.

Categoria Urbana

A categoria de bicicleta nacional mais produzida em agosto foi a Urbana (56.297 unidades), com alta 32,2% na comparação ao mesmo mês de 2018 (42.580) e de 60,7% em relação a julho de 2019 (35.038). Bicicletas de modelo Mountain Bike (43.827 unidades), Infanto-Juvenil (15.302) e Estrada (1.052) e Elétrica (47) – que passou a ser contabilizada neste ano – vieram nas posições seguintes.

De janeiro a agosto, por outro lado, a Mountain Bike (MTB) desponta no primeiro lugar, com 283.792 unidades e 47,9% de participação, sendo seguida pelas categorias Urbana (223.722 unidades e 37,7% participação), Infanto-Juvenil (78.029 e 13,2%), Estrada (5.641 e 1%) e Elétrica (1.660 e 0,3%).

“Apesar de ser usada principalmente em trilhas e terrenos acidentados, muitas pessoas passaram a utilizar [a Mountain Bike] nas grandes cidades. Isso ocorre devido aos recursos tecnológicos, como suspensões, marchas e freios hidráulicos, entre outros, que garantem maior conforto e segurança”, explicou Cyro Gazola.

Menos importações

Outra boa notícia é que o crescimento da produção nacional veio novamente acompanhado pelo avanço das exportações e recuo das importações de produtos acabados, conforme dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo

As compras no estrangeiro totalizaram 6.889 unidades em agosto, vindas principalmente da China (3.946 unidades e 57,3% de participação), Taiwan (2.106 e 30,6%) e Camboja (595 e 8,6%). Em oito meses, as importações já retrocederam 50,3% – 37.793 (2019) contra 75.995 (2018). A China também é a líder no ranking do acumulado (27.161 e 71,9%), sendo seguida por Taiwan (6.442 e 17%) e Portugal (2.014 e 5,3%).

A mesma base de dados informa que foram exportadas 95 bicicletas em agosto. A maioria (65,3%) foi embarcada para o Paraguai (62 unidades). De janeiro a agosto, as vendas externas totalizaram 10.178 unidades, alta de 37,4% na comparação com o mesmo período de 2018 (7.406). O principal mercado foi a Argentina (3.778 e 37,1%), seguido pelo Chile (2.679 e 26,3%) e pelo Paraguai (1.939 e 19,1%).

O gerente executivo do CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fieam, Marcelo Lima, reiterou ao Jornal do Commercio que as bicicletas fabricadas no PIM vêm ganhando maior aceitação nos mercados doméstico e estrangeiro. Em especial quando comparados às bicicletas importadas “mais genéricas”.

“Já era esperado um aumento das exportações no segundo semestre, que deve se manter. O Paraguai está com uma série de incentivos e um comércio bem pujante. Países como Peru e Bolívia também vêm se destacando, mas ainda há preocupações em relação à situação política na Argentina”, concluiu Marcelo Lima.

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