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Polo termoplástico do PIM vê cenário modesto após fechar ano no azul

Notícia publicada pelo Jornal do Commercio

Marco Dassori

Um dos poucos braços da indústria incentivada de Manaus a fechar 2018 com seus números de produção e vendas no azul, o polo termoplástico do PIM espera números mais modestos de crescimento neste ano, com aceleração no segundo semestre e alta inferior a 10% até dezembro.

Apenas nove subsetores industriais da ZFM, entre os 23 listados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), conseguiram crescer em faturamento ao final do ano passado. O subsetor termoplástico foi um dos poucos nesse rol, tendo conseguido responder por 6,19% das vendas globais do PIM no período.

Em dólares, o segmento engatou seu segundo ano seguido de expansão no faturamento – após amargar quedas em 2015 (-31,58%) e 2016 (-1,14%). Houve alta de 6,8% em relação ao resultado alcançado nos 12 meses do exercício anterior – de US$ 1.47 bilhão (2017) para US$ 1.57 bilhão (2018).

Contabilizada em reais, a diferença entre os desempenhos de 2017 (R$ 4,69 bilhões) e de 2018 (R$ 5,77 bilhões) foi bem mais generosa (+23,03%), em grande parte devido à variação cambial. Vale notar que, nesse cenário, 2018 foi o terceiro ano consecutivo de elevação de faturamento para os termoplásticos – após a queda de 2015 (-4,86%).

O presidente do Simplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus), Claudio Barrella, diz que, como 2018 era um ano de Copa do Mundo, havia até uma projeção inicial de incremento para produção e vendas. Mas, segundo o dirigente, a estimativa era mais modesta do que a efetivamente registrada em dezembro.

“O aumento de 2018 foi maior do que esperávamos. Como a maior alta de produção no ano passado foi no segundo semestre, aguardamos um crescimento moderado até junho. Para o ano todo, acreditamos em uma expansão que não ultrapasse a casa de um dígito”, ponderou.

Menos empresas

Barrella informa que, de janeiro a dezembro, o segmento operou com uma ocupação média de 70% de sua capacidade máxima de produção no ano, embora o número esteja bem abaixo desse patamar atualmente. O dirigente destaca ainda que a “grande variedade” de linhas de produção dos termoplásticos, assim como suas correspondentes diferenças tecnológicas e de mercado, geram variações significativas entre uma e outra.

A lista do Simplast incluiu companhias que trabalham com fabricação de chapa/filme (cinco empresas), composito (seis), material de construção civil (quatro), embalagem (18), EPS (seis), fitas adesivas (cinco), injeção plástica (15), preforma (duas), resina (uma), rotomoldagem (uma) e vacun forming (duas).

O subsetor se divide também entre indústrias quarteirizadas, componentistas, verticalizadas, de extrusão (sacolas) e fabricantes de peças técnicas e de garrafas PET. Duas delas estão nesta última categoria. Segundo Barrela, é muito difícil mapear quais empresas são quarteirizadas, componentistas e verticalizadas, devido à falta de informações confiáveis disponíveis. Mas, o dirigente destaca que quase todas são capacitadas a produzir peças técnicas.

Embora o polo termoplástico tenha colecionado números positivos nas vendas contabilizadas ao final do ano passado, a quantidade de indústrias incentivadas e em operação no parque fabril da capital amazonense encolheu 10,96%, entre um ano e outro.

“Ao final de 2018, tínhamos 65 empresas ativas, com projetos aprovados pela Suframa. Em 2017, esse número já havia caído para 73. Desde 2014, tivemos uma redução de 27% na quantidade de indústrias ativas do subsetor termoplástico do PIM”, lamentou.

Empregos e salários

Após amargar três anos seguidos de quedas, o polo termoplástico também foi um dos poucos do PIM a aumentar seu saldo de empregos, conforme os números da Suframa. A média mensal de trabalhadores efetivos, temporários e terceirizados subiu de 7.423 (2017) para 7.963 (2018), uma diferença de 7,27%.

O mesmo não pode ser dito da média salarial do segmento, que encolheu 8,57% na mesma comparação, segundo os dados extraídos dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus. O valor médio dos vencimentos dos trabalhadores passou de US$ 729.93 (2017) para US$ 667.38 (2018).

Levando em conta as diferenças de metodologia entre a sondagem da Suframa e o perfil das empresas associadas ao Simplast, o presidente da entidade apresenta números diferentes para esse quesito. Barrella avalia também que a dinâmica de contratações e demissões deve se manter a mesma neste ano.

“A média dos postos de trabalho gerados pelo subsetor em 2018 foi de 6.613, com um salário médio de R$ 2.330. Nos últimos dois anos, tivemos uma média de 6.634 postos com um remuneração média de R$ 2.306. Acreditamos que não haverá uma mudança significativa nesses números em 2019”, arrematou.

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