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Ociosidade na indústria tem redução

Fonte: Jornal do Commercio

Marco Dassori

A indústria brasileira reduziu ociosidade e apresentou seu melhor número desde agosto de 2018, ao avançar 0,3 ponto percentual entre outubro e novembro e subir para 78,2% de uso de capacidade instalada. O setor, contudo, perdeu faturamento (-0,6%), rendimento médio do trabalho (-0,3%) e massa salarial real (-0,1%). Lideranças da manufatura local apontam que, a despeito de seus diferenciais, o PIM seguiu trajetória parecida, no período Pelo segundo mês consecutivo, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis em relação ao mês anterior na série dessazonalizada. No acumulado de janeiro a novembro frente ao mesmo período de 2018, recuaram 0,4%. O emprego também permaneceu estável em novembro em relação a outubro e, apresenta queda de 0,3% no acumulado. Os dados estão na pesquisa Indicadores Industriais, da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Em relação ao recuo de 0,6% no faturamento, a pesquisa ressalva que a queda é mais do que compensada pelo crescimento acumulado nos cinco meses anteriores (+4,3%). “Ou seja, o resultado não representa uma reversão da recuperação dos últimos meses, mas, possivelmente, uma acomodação no ritmo de crescimento”, assinalou o texto do estudo. No acumulado de janeiro a novembro, o faturamento registra queda de 0,9%.

A massa real de salários e o rendimento médio do trabalhador foram os indicadores que registraram as maiores retrações no acumulado do ano. De janeiro a novembro de 2019, a massa real de salários diminuiu 1,5% e o rendimento médio real do trabalhador teve queda de 1,3%.

“Momento de recuperação”

Os números são de âmbito nacional, mas lideranças do PIM avaliam que a indústria incentivada de Manaus deve ter seguido de perto a tendência da média brasileira. Vice-presidente da Fieam e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus, Nelson Azevedo, ressalta que o percentual de uso da capacidade instalada nas indústrias do PIM, em novembro de 2019, variou de 65% a 70%, conforme segmento e linha de produção.

O dirigente lembra que, em razão de sua cesta de produtos, o Polo Industrial de Manaus é sensível às crises e retomadas da economia brasileira. Ressalta, portanto, que o setor ainda atravessa um momento de recuperação, apontando que fábricas de grande porte trabalham atualmente com 50% a 65% de seu contingente de trabalhadores registrado cinco anos atrás, quando o país ainda estava no período pré-crise.

“As empresas não estão com estoques cheios. Em janeiro, já vemos uma boa melhorada nas fábricas, com a antecipação do retorno ao trabalho. As encomendas do comércio não pararam e até aumentaram em relação ao ano passado. Há aquecimento principalmente nas linhas de duas rodas, condicionadores de ar e aparelhos de fitness. Esperamos que 2020 seja um ano melhor, assim como 2019 foi mais positivo do que 2018”, ponderou.

Crescimento e emprego Na mesma linha, em entrevista concedida à Rádio Mix de Manaus, o presidente do Cieam e do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, lembrou que as fábricas do PIM seguraram demissões, mesmo em meio à crise, gerando um hiato entre a atual taxa de crescimento econômico e o ritmo de contratações no Distrito.

“Veja o exemplo do polo de duas rodas. Estamos comemorando a produção de mais de 1,1 milhão de motocicletas. É um crescimento muito grande, se olharmos para o passado recente, nos últimos três, quatro anos. Mas, em 2007, fabricamos 2,2 milhões de motos. As empresas seguraram o ritmo de demissões e existe uma certa ociosidade na capacidade instalada e na mão de obra também. Espero, com muito otimismo, o andamento da economia neste ano, e que voltemos a gerar mais postos de trabalho”, afiançou.

“Ritmo frustrante”

No texto distribuído pela assessoria de imprensa da CNI, o economista da entidade, Marcelo Azevedo, calculou que a utilização da capacidade instalada deve ter fechado o ano passado com resultado positivo, embora o ritmo de crescimento da indústria tenha sido “frustrante”, especialmente no início de 2019.

“Com isso, o faturamento, o emprego e as horas trabalhadas na produção devem ter fechado o ano com pequenas quedas na comparação com a média de 2018. A massa salarial e o rendimento médio do trabalhador devem ter quedas mais acentuadas”, concluiu, acrescentado que o setor deve iniciar o ano mantendo a tendência de recuperação do segundo semestre.

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