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Obras da BR-319 vão continuar travadas pelo menos até início de 2019, diz ministro

Notícia publicada pelo Portal Acrítica

Passados 30 anos desde que a rodovia BR-319 ficou intrafegável, a obra de pavimentação do trecho do meio, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), continuará travada. Segundo o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA), Valter Casimiro Silveira, o maior obstáculo são as licenças ambientais. Em uma perspectiva otimista, o ministro acredita que o estudo de impacto ambiental indígena seja entregue apenas no início de 2019.

“Espero que no início do ano que vem já tenha essa autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para poder alocar recursos para poder iniciar as obras de pavimentação do trecho do meio da BR 319”, disse o ministro.

Para ser construída na década de 1970, a rodovia de 877 quilômetros precisou de U$ 150 milhões e a recuperação foi anunciada em 2003 no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já passou pelo governo de Dilma Rousseff (PT) e, agora, da gestão de Michel Temer (MDB).

“A burocracia amarra, demora um pouco mais nas autorizações para poder entrar nas terras indígenas e fazer os estudos. O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) está cumprindo isso. A ideia é que a gente conclua o mais rápido possível esses estudos para que a gente possa ter o licenciamento e aí sim ter a pavimentação”, explicou Silveira.

Cidadão amazonense

O ministro esteve nessa quinta-feira (9) em Manaus para receber o título de cidadão Amazonense, de autoria do deputado estadual Adjuto Afonso (PDT). Na ocasião, parlamentares solicitaram a celeridade na recuperação da BR-319.

“Há décadas esta demanda está na pauta do Ministério dos Transportes, mas a cada novo governo não sai do papel. Morar no interior do Amazonas é teimar em viver porque além do isolamento, não se pode escoar sequer o que se produz, além de não conseguir exercer o direito de ir e vir”, alertou Sidney Leite (PSD).

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), David Almeida (PSB), lembrou dos casos de veículos atolados na rodovia. “O que precisa é a classe política desse Estado se unir à classe política de Roraima, Rondônia e do Acre com um objetivo único: o asfaltamento da nossa estrada”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de uma possível aproximação entre o MTPA e o Amazonas após a homenagem, Afonso destacou que o ministro, como amazonense, teria o compromisso de asfaltamento da BR-319 fortalecido.

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R$ 100 milhões

É o valor que já foi gasto pelo DNIT em questões ambientais da BR-319, segundo o ministro Valter Silveira. Já para os portos foram destinados mais de R$ 750 milhões na questão da infraestrutura.

Vereador de Apuí faz apelo

Vindo do interior do Amazonas, da cidade de Apuí (distante 452 km em linha reta), o vereador Valmir Camargo (PODE) aguardou o final da solenidade para entregar um pedido para a recuperação de um distrito localizado a 100 Km da sede do município nas mãos do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Silveira, e do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), David Almeida (PSB).

De acordo com o vereador, o local é conhecido como “Distrito dos Conduri” e a empresa concessionária CMM, que está recuperando a malha viária da BR-230 do Apuí até a divisa do Estado do Pará, na cidade de Jacareacanga, pode realizar o asfaltamento do distrito.

“Só depende da boa vontade, do aval da empresa da CMM e do consentimento do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes)”, explicou.

Para o parlamentar, a localidade precisa urgentemente do serviço de obra viária, já que a comunidade é antiga. “Esse benefício é para a recuperação das ruas, até mesmo por se tratar de uma comunidade na beira do rio, quando chega o período do inverno as águas sobem e as ruas acabam ficando piores do que já são”, pontuou Valmir Camargo.

OPINIÃO

Deputado Estadual Augusto Ferraz (DEM)

A BR-319 traria riqueza para o Amazonas e não deixaram com que isso viesse a acontecer. Desconectaram o Amazonas do mundo e desaceleraram a economia do Estado ao não fazer a BR-319 e a 230. Com isso, a economia diminuiu, nos desconectaram do progresso. O que eu percebi é que não fizeram a BR-319 para continuar tendo a rodovia de quatro em quatro anos para levar os políticos a se manterem nos cargos. De quatro em quatro anos a BR-319 é falada, de quatro em quatro anos o distrito (industrial) é falado, de quatro em quatro anos a Zona Franca (ZFM) é falada. Isso tudo é mentira, tudo para se manterem em cargos. Não temos só ZFM, temos vários eixos econômicos para que possamos dar uma riqueza melhor para o nosso Estado.

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