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Maio Amarelo

Paulo Takeuchi

Diretor da FIEAM

Email: paulo_takeuchi@honda.com.br

Apesar de o Mercado de Duas Rodas manter um bom nível de vendas no primeiro quadrimestre deste ano, ainda não temos a garantia da sua continuidade para o segundo semestre. Os indicadores mostram que o crescimento econômico será abaixo do esperado.

Além disso, as incertezas quanto ao direcionamento político e à gestão do novo governo reduzem os níveis de investimentos e de confiança no País. Estamos ainda em compasso de espera em relação às reformas da Previdência e Tributária, esperando que sejam aprovadas sem muitas alterações.

Neste cenário, enquanto aguardamos as ações do governo e do Congresso Nacional para resolver os problemas de déficit público, a vida segue seu cotidiano: os jovens procuram empregos, as pessoas desempregadas recorrem ao mercado informal para garantir a sua sobrevivência e a indústria busca diariamente ser mais competitiva para que continue existindo.

Precisamos estar conscientes de que muito pode ser melhorado sem as ações do governo­ e ajudaria muito a mudar o País. Estamos acostumados a receber as instruções de cima e usamos muito pouco no sentido inverso. As leis e normas são impostas à população, mas a maioria não é respeitada, prejudicando todo o sistema e a nós mesmos. Vejam um simples exemplo: a lei que proíbe jogar lixo na rua.

Temos leis municipais, estaduais e federais a respeito disso, mas há resíduos e sobras descartados

inadequadamente em todos os lugares. Isto acontece porque a lei não é respeitada e muito menos cumprida. Não há punição nem fiscalização.

A consequência de jogar lixo nas vias públicas ou em qualquer canto são velhas conhecidas: entupimento de galerias que causam enchentes, aumento de insetos e doenças, poluição de igarapés e dos rios etc. Para amenizar esse problema, o município precisa contratar uma empresa para fazer a limpeza. Ao contratá-la, além de ter custos maiores para pagar a conta, muitas vezes precisa reduzir a verba ou até mesmo deixar de executar alguma outra atividade, que, por sua vez, já sofreu um gasto adicional devido às obras para corrigir os danos causados pela enchente, ou do sistema de saúde que está gastando mais por surto de doenças causadas pelo lixo.

O caos aumenta ainda mais quando a arrecadação não cobre todas as despesas e exige cortes de orçamento. Uma das áreas mais atingidas é a educação. A população reclama por falta de prestação de serviços, o governo por falta de verbas e recursos. Com isso, o foco acaba se desviando da principal e única causa do problema, que é não respeitar a proibição de se jogar lixo em qualquer lugar.

Se todos os cidadãos fizessem o descarte correto, a prefeitura não precisaria gastar com empresas de limpeza. A verba, então, poderia ser utilizada para melhorar as condições das calçadas. Se isso acontecer, poderemos ter até sobra de recursos, pois não foram necessárias obras emergenciais.

Num cenário ainda melhor, é possível fazer obras preventivas.

A verba da saúde também seria utilizada para prevenção porque não houve surto de doenças contagiosas e a sobra poderia ser revertida para a área de educação. Isso é fundamental para a formação de cidadãos cada vez mais conscientes das suas responsabilidades sociais e civis. Nesse País, onde as leis são cumpridas rigorosamente, o respeito ao próximo faz parte do cotidiano de todos os cidadãos.

Estamos no mês Maio Amarelo, voltado para a segurança no trânsito. O mesmo exemplo do lixo vale aqui. Vamos respeitar as leis de trânsito para que mais vidas não sejam perdidas porque alguém não obedeceu a placa PARE!!! Juntos podemos mudar o Brasil, dando bons exemplos aos nossos governantes. Para isso, vamos começar nos atentando a pequenas atitudes, como respeitar as faixas de segurança, os pedestres e os limites de velocidade máxima. Isso poderá fazer grande a diferença amanhã.

Respeite.

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