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Importados ameaçam recuperação da indústria

Notícia publicada pelo site Portos e Navios

A recuperação da produção de vestuário no Brasil pode ser freada nos próximos meses por uma rápida aceleração nas importações desses produtos, afirma a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) compilados pela Abit, as importações de vestuário aumentaram 90% em volume em outubro, comparado ao mesmo mês de 2016, somando 10 mil toneladas. Em valor, o aumento foi de 59,8%, para US$ 140,3 milhões. No acumulado de janeiro a outubro, as importações de artigos de vestuário cresceram 49,2% em volume, para 91,8 mil toneladas, e 21,3% em valor, para US$ 1,29 bilhão.

"Essa é uma pedra cantada. A queda do dólar aumenta a competitividade dos produtos importados. Chama a atenção a magnitude no aumento das importações. Nesse ritmo, a recuperação da indústria pode se arrefecer neste fim de ano e em 2018", afirma Fernando Pimentel, presidente da Abit.

O executivo afirmou que o setor esperava uma desvalorização do dólar frente ao real neste ano, mas estimava um dólar médio em torno de R$ 3,40. "O dólar está projetado agora, na média, em R$ 3,18. Esses 10% a menos no dólar médio já diminui a competitividade do produto brasileiro", diz Pimentel.

Enquanto as importações de vestuário cresceram 49,2% em volume no acumulado do ano, a produção nacional de vestuário está com crescimento de 4,6% no acumulado de janeiro a setembro, e também de 4,6% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacou o executivo. No varejo, as vendas de tecidos, vestuário e calçados registram alta de 7,3% no acumulado de janeiro a agosto, e de 0,3% em 12 meses.

Pimentel também considerou preocupante o tipo de produto importado: principalmente camisetas de malha, categoria em que as indústrias brasileiras de vestuário são especializadas.

"Essas camisetas estão chegando no país a preços que vão de US$ 0,50 a US$ 0,55 por peça, enquanto o preço médio de camisetas de malha no mercado internacional varia entre US$ 3 e US$ 3,50 por peça. São itens que competem diretamente com o produto brasileiro e estão chegando ao Brasil a um preço aviltante", disse o executivo. De acordo com a Abit, a maior parte dessas importações vem da China.

As importações de vestuário da China aumentaram 109,3% em outubro, para 7,3 mil toneladas. No acumulado do ano, a alta foi de 61%, para 68,7 mil toneladas. Em valor, as compras vindas do país asiático cresceram 79,7% em outubro, para US$ 79,4 milhões, e 32,1% no acumulado de janeiro a outubro, para US$ 766,9 milhões.

Pimentel disse que a Abit já informou a Receita Federal sobre essas importações a preços abaixo da média do mercado internacional e solicitou uma investigação sobre a procedência e a legalidade desses produtos.

Para o executivo, o crescimento das importações a um ritmo dez vezes superior à produção nacional tira participação de mercado das empresas brasileiras. "A verdade é que sem as reformas tributária e previdenciária, as indústrias continuam carregando um custo alto que tira a competitividade do setor. Sem mudanças estruturais, a pequena melhora registrada na produção neste ano pode ser perdida em 2018", disse Pimentel.

Fonte: Valor

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) compilados pela Abit, as importações de vestuário aumentaram 90% em volume em outubro, comparado ao mesmo mês de 2016, somando 10 mil toneladas. Em valor, o aumento foi de 59,8%, para US$ 140,3 milhões. No acumulado de janeiro a outubro, as importações de artigos de vestuário cresceram 49,2% em volume, para 91,8 mil toneladas, e 21,3% em valor, para US$ 1,29 bilhão.

"Essa é uma pedra cantada. A queda do dólar aumenta a competitividade dos produtos importados. Chama a atenção a magnitude no aumento das importações. Nesse ritmo, a recuperação da indústria pode se arrefecer neste fim de ano e em 2018", afirma Fernando Pimentel, presidente da Abit.

O executivo afirmou que o setor esperava uma desvalorização do dólar frente ao real neste ano, mas estimava um dólar médio em torno de R$ 3,40. "O dólar está projetado agora, na média, em R$ 3,18. Esses 10% a menos no dólar médio já diminui a competitividade do produto brasileiro", diz Pimentel.

Enquanto as importações de vestuário cresceram 49,2% em volume no acumulado do ano, a produção nacional de vestuário está com crescimento de 4,6% no acumulado de janeiro a setembro, e também de 4,6% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacou o executivo. No varejo, as vendas de tecidos, vestuário e calçados registram alta de 7,3% no acumulado de janeiro a agosto, e de 0,3% em 12 meses.

Pimentel também considerou preocupante o tipo de produto importado: principalmente camisetas de malha, categoria em que as indústrias brasileiras de vestuário são especializadas.

"Essas camisetas estão chegando no país a preços que vão de US$ 0,50 a US$ 0,55 por peça, enquanto o preço médio de camisetas de malha no mercado internacional varia entre US$ 3 e US$ 3,50 por peça. São itens que competem diretamente com o produto brasileiro e estão chegando ao Brasil a um preço aviltante", disse o executivo. De acordo com a Abit, a maior parte dessas importações vem da China.

As importações de vestuário da China aumentaram 109,3% em outubro, para 7,3 mil toneladas. No acumulado do ano, a alta foi de 61%, para 68,7 mil toneladas. Em valor, as compras vindas do país asiático cresceram 79,7% em outubro, para US$ 79,4 milhões, e 32,1% no acumulado de janeiro a outubro, para US$ 766,9 milhões.

Pimentel disse que a Abit já informou a Receita Federal sobre essas importações a preços abaixo da média do mercado internacional e solicitou uma investigação sobre a procedência e a legalidade desses produtos.

Para o executivo, o crescimento das importações a um ritmo dez vezes superior à produção nacional tira participação de mercado das empresas brasileiras. "A verdade é que sem as reformas tributária e previdenciária, as indústrias continuam carregando um custo alto que tira a competitividade do setor. Sem mudanças estruturais, a pequena melhora registrada na produção neste ano pode ser perdida em 2018", disse Pimentel.

Fonte: Valor

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