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Empresas têm R$ 3 bi para vender gás, no Amazonas

Notícia publicada pelo portal D24AM

Com investimentos previstos no valor de US$ 800 milhões, o que corresponde a R$ 3 bilhões, os executivos da Amazonica Energy e Mitsubishi Corporate se apresentaram, em Manaus, como os próximos concorrentes da Petrobras na comercialização de Gás Natural Liquefeito (GNL), na Região Norte.

Os executivos iniciaram, em Manaus, um roteiro de visitas para reconhecer e discutir a potencialidade industrial do Amazonas. A expectativa é que a empresa se instale ano que vem e inicie a importação e comercialização de GNL, em 2021.

Na última sexta-feira (12), eles estiveram na sede da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) para apresentar o projeto a ser implantado no País com parceiros asiáticos, europeus e americanos.

Empresa prevê um terminal, em Itacoatiara, para o escoamento do gás natural liquefeito transportado por navios (Divulgação/Amazônica Energy)

De acordo com o CEO da Amazonica Energy, Marcelo Araújo, os executivos montaram um roteiro de trabalho intenso para poder mapear os clientes e saber quais são as demandas que esses possíveis clientes teriam com a Amazonica e a Mitsubishi.

“Nós estamos investigando a demanda, iniciando hoje (sexta-feira) uma tratativa mais próxima com o Amazonas, conversando com as distribuidoras de gás local, Cigás (Companhia de Gás do Amazonas), clientes, geradores de energia elétrica e sistemas isolados”, afirma.

Para o presidente da Fieam, Antônio Silva, é preciso afastar as ameaças ao modelo para atrair investimentos com segurança jurídica. “Nosso interesse é trazer a manufatura para cá e gerar emprego e renda aqui”, destacou Silva.

A Amazonica Energy estuda desde 2016 a implantação desse modelo que vai importar um grande volume de gás liquefeito, aportar em um terminal em Itacoatiara e de lá transportar por meio de barcaças até o consumidor final.

“A ideia do nosso modelo é importar o gás natural na forma líquida trazendo de fontes como Golfo do México, Caribe e até de outras regiões, estocar o gás no meio do Rio Amazonas, próximo a Manaus, em Itacoatiara, e daí movimentar o gás para os clientes finais”, explica Araújo.

O gás é movimentado na forma líquida e regaseificado nas instalações do cliente para consumo final.

Segundo o CEO, o gás natural atualmente, tem uma sobreoferta no mundo porque é um combustível de transição, com previsibilidade de custo mais baixo pelas próximas duas décadas.

“Hoje, existe um volume de diesel muito grande utilizado na geração de energia elétrica, então vamos disponibilizar em maior escala o gás natural na região amazônica”, disse. O combustível pode ser utilizado na indústria, mineração, comércio, residência, veículos e geração de energia elétrica.

O GNL será importado e fornecido pela Mitsubishi até o terminal de Itacoatiara por um navio metaneiro. Do terminal, o produto será movimentado para o interior amazônico, em direção a Porto Velho, por meio de barcaças, com capacidade de 1,2 mil metros cúbicos diários cada.

Governo federal vai abrir a concorrência no mercado

O governo federal está anunciando várias medidas para fomentar a competitividade e diminuir o preço de gás, por isso que existe uma ‘porta aberta’ para a importação do gás.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque anunciou na última quinta-feira (11), que o governo federal vai abrir o mercado de gás natural à concorrência como parte das novas políticas públicas para o setor energético. Para o ministro, fato da Petrobras atuar com exclusividade na maior parte das atividades relacionadas à importação e produção do gá é contrária aos interesses dos consumidores.

Sobre a empresa

Criada em 2016, a Amazônica Energy é uma empresa brasileira que planeja implantar um sistema de movimentação de gás natural liquefeito na região Amazônica, utilizando 23 mil km de redes hidroviárias do Pará, Amazonas e Rondônia. A expectativa é atender, no início, um mercado de 6 milhões de metros cúbicos diários de um insumo barato e menos poluente.

A empresa é formada por técnicos do setor elétrico, e entre os sócios estão o engenheiro elétrico Marcelo Araújo, ex-consultor da área de gás e energia da Petrobras, com passagens por Neoenergia, Eneva e Enel, e o engenheiro civil Livio Rodrigues de Assis, ex-diretor da Celpa.

O gás criogenado ou congelado, é uma alternativa para aumentar a competitividade e a atração de novas empresas ao Polo Industrial de Manaus (PIM). A Amazônica Energy deve se instalar no ano que vem e começar a importação e distribuição do gás criogenado já em 2021.

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