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Defesa da Amazônia

Notícia publicada pelo Jornal Acrítica

Antonio Paulo

A Câmara dos Deputados instalou ontem a Frente Parlamentar em defesa da Amazônia com a adesão de mais de 200 deputados dos sete estados da Região Norte e de diferentes unidades da federação. A Frente Parlamentar inédita vai ser presidida pelo deputado federal Delegado Pablo Oliva (PSL-AM).

De acordo com o manifesto, o objetivo é unir o Parlamento em defesa dos projetos e ações relacionados ao desenvolvimento econômico-social e a preservação ambiental nos estados que integram a Amazônia brasileira. Presente à instalação da Frente Parlamentar da Amazônia, em sinal de prestígio ao deputado Pablo Oliva por parte do governo Bolsonaro, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, destacou como importante a criação do grupo parlamentar para unir os Poderes Legislativo com o Executivo para trabalhar em defesa da Amazônia.

"Venho aqui para dar o nosso apoio a esse trabalho que vai ser construído conjuntamente o desenvolvimento sustentável da Amazônia que fará com que ela seja preservada e o melhor mecanismo de preservação é o desenvolvimento que gera recursos, que dá condições para que as pessoas tenham vida digna em toda a região e fará com que continuemos sendo um grande exemplo para todo o mundo.

Ricardo Salles também anunciou as prioridades do Ministério do Meio Ambiente. Pretende estreitar e melhorar o monitoramento e também ações de fiscalização, por outro lado, fomentar o que chamou de "capitulo do desenvolvimento sustentável" e fazer com que haja previsibilidade, segurança jurídica, condições de expandir a riqueza da biodiversidade para as pessoas que vivem na região.

"Também está na agenda da Amazônia, a qualidade ambiental urbana, saneamento, tratamento do lixo, provendo a qualidade de vida das pessoas que vivem nas cidades", declarou o ministro do MMA.

Pauta Amazônica

O presidente da Frente Parlamentar em defesa da Amazônia, deputado Pablo Oliva, disse
que a primeira pauta a ser debatida no colegiado será a redução das desigualdades sociais com a valorização do homem da Amazônia. Outro ponto do debate da Frente são as leis que precisam ser revistas, aprimoradas para que o Parlamento não fique refém de uma legislação que muitas vezes atenta contra a floresta, a biodiversidade, a Zona Franca de Manaus e toda a proteção ambiental.

DESAFIOS

Para o deputado federal Sidney Leite (PSD-AM), a Amazônia tem grandes desafios que precisam ser enfrentados e a Frente Parlamentar precisa ter como objetivo e prioridade.
"Temos que ter desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e social; precisamos rever o quadro do analfabetismo, da falta de infraestrutura, de investimento em logística e exploração racional de tecnologia de toda a nossa produção, seja de madeireiros e não madeireiros seja de produtos da biodiversidade com a bioeconomia e produtos minerais", discursou Sidney Leite.

Duas perguntas para:

Delegado Pablo

DEPUTADO FEDERAL (PSL-AM)

1 Não é contradição defender a Amazônia enquanto o governo, do qual o senhor faz parte, sinaliza com a flexibilização do licenciamento ambiental até revogação de terras indígenas?

Não é uma contradição. Se nós queremos que uma região sobreviva, temos que desenvolvê-la e isso não significa devastar; temos que distinguir os conceitos e fazer um desenvolvimento sustentável e responsável. Nós não podemos simplesmente deixar as populações que vivem em cima de grandes riquezas passarem fome e necessidade.
A gente tem que fazer com que esse desenvolvimento chegue lá na ponta, quem vive no interior de cada estado da região amazônica.

2 O senhor defende, então, que as riquezas, os minérios sejam explorados embora estejam em unidades de conservação e em terras indígenas. É preciso explorar as riquezas da Amazônia?

Na verdade, elas já são exploradas só que de forma ilegal. Na hora que você legaliza e regulamenta, você dá à pessoa que vive lá opções e qualidade de trabalho e de vida e
ao mesmo tempo, garante que as riquezas fiquem; quando você deixa que fique ilegal, como na exploração de ouro ilegal, o minério é levado para fora do Brasil. Então, explorar, sim, mas com responsabilidade e desenvolvimento sustentável
.

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