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Custo do trabalho cai e eleva competitividade da indústria brasileira, aponta CNI

Notícia publicada pelo Valor Online

O custo unitário do trabalho (CUT) na indústria brasileira diminuiu 16,1% em 2018, em relação a 2017, informa estudo divulgado nesta terça-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Com isso, o Brasil ficou em segundo lugar na lista que compara a variação do custo unitário do trabalho de 11 países. Entre os principais parceiros comerciais do país, apenas a Argentina, com queda de 27,1% no CUT, apresentou desempenho superior ao brasileiro.

Nos Estados Unidos, o CUT caiu 3,9%. No Japão, a queda foi de 1,8%. Nos demais países analisados, o custo unitário do trabalho aumentou. O maior aumento, de 3,1%, foi registrado na Alemanha. O menor, de 0,2%, ocorreu na França.

O CUT, que representa o custo em dólar com o trabalho para a produção de uma unidade de produto, por exemplo, um televisor, um carro ou um lápis, é calculado a partir dos resultados da produtividade no trabalho, do salário médio real pago aos trabalhadores e da taxa de câmbio.

“O custo com trabalho é um dos principais determinantes da competitividade de um país, pois está presente em todas as etapas da cadeia produtiva”, explica a economista Samantha Cunha, da CNI.

A produtividade brasileira aumentou 0,8% em 2018, o salário médio dos trabalhadores caiu 6,6% e o real teve uma desvalorização de 10,5% frente ao dólar, o que resultou na queda de 16,1% no custo unitário do trabalho em relação a 2017.

Na Argentina, a produtividade caiu 3,6%, o salário diminuiu 6,9% e a moeda se desvalorizou 32,5% diante do dólar. O país vizinho enfrenta “grave crise interna, o que explica a forte desvalorização do peso argentino frente ao dólar e a queda nos salários”, diz Samantha. “O ganho de competitividade não está baseado na produtividade, que é necessária para garantir o aumento da competitividade de maneira sustentada.”

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