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Confiança da indústria cresce e atinge maior nível desde 2018

Fonte: Em Tempo

Valdeniza Vasques

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu no Brasil. É o que aponta a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede o nível de confiança entre os empresários do setor produtivo no país. Em novembro, o indicador alcançou 96,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos - o maior número registrado desde maio de 2018, quando marcou 97,2 pontos.

Segundo a FGV, o aumento do otimismo entre os industriários se dá pela melhora de expectativas no cenário econômico brasileiro. No entanto, apesar do crescimento do ICI, a confiança ainda permanece pequena considerando outros períodos. “O avanço de novembro foi expressivo e bastante disseminado entre os setores industriais. Por esse ponto de vista, o resultado parece favorável, mas há que se considerar que esse movimento se respalda essencialmente na melhora das expectativas, e que a confiança ainda permanece em patamar baixo em termos históricos”, afirmou em nota a economista da FGV, Renata de Mello Franco.

No Amazonas, o otimismo é compartilhado entre representantes do setor da Zona Franca de Manaus (ZFM). Para o presidente do Centro da Indústria do Estado (Cieam), Wilson Périco, o aumento da confiança está relacionado às reformas promovidas pelo governo federal. "O governo tem conseguido avançar em pautas importantes como a Reforma da Previdência e logo vem aí a reforma tributária. São medidas que criam expectativas na economia e fazem a roda girar", avalia.

Já para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o cenário para investimentos e consumo está mais positivo, mas as oscilações do cenário político brasileiro causam preocupação para a indústria.

"Na nossa avaliação, há um pouco mais de confiança do investidor e do próprio consumidor. Havendo consumo, há mais produção e mais empregos. Embora com as medidas do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sempre uma novidade que traz preocupação. Mas de modo geral, estamos otimistas", disse Azevedo.

Para o representante da Fieam, ainda não é possível falar em crescimento econômico, mas sim em recuperação, tanto no mercado do Amazonas quanto no Brasil. "Quando a economia do país está ruim, para nós é pior porque nossa produção é voltada para mercado interno", explica Nelson, ao pontuar que 98% dos bens produzidos na Polo Industrial de Manaus vão para os demais estados brasileiros.

Outros desafios se impõem para a melhoria da economia, diz Nelson. "Ano que vem é eleitoral e muitas coisas não andam nesse período. A alta do dólar também tem um impacto negativo forte, compromete a competitividade da nossa produção, já que usamos muitos insumos importados na fabricação. Isso onera o custo final. De qualquer forma, devemos sentir esse impacto só no ano que vem", resume o vice-presidente.

Na última semana, a moeda americana bateu o recorde por três dias consecutivos, passando a marca de R$4,26. A alta do dólar afeta os custos de produção de setores industriais que precisam de componentes importados, assim como os preços de derivados de trigo, petróleo e remédios vindos do exterior, entre outros.

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