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A verdade precisa ser dita

Gilmar Freitas

Diretor do DECON/FIEAM

e-mail: gilmarfreitas@hotmail.com

Respeito e admiro quem é otimista em relação à economia brasileira, espero sinceramente estar errado. Mas após oito meses de governo não vejo nenhum plano ou estratégia dos responsáveis pela economia do País, capaz de reanimar o mercado interno.

Daí a nossa desesperança e pessimismo, porque não vislumbramos qualquer ação da área econômica com estratégias para enfrentar as turbulências,tanto internas como externas,que são agravadas pelas declarações inoportunas do ministro da Economia.

Para a Zona Franca de Manaus (ZFM) tem sido uma constante os ataques ao modelo.
Contrastando com a posição de apoio do Presidente da República, o ministro muda de opinião ou emite dados imprecisos sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), de graves consequências para a economia do Estado.

Quando aqui esteve acompanhando o Presidente, não procurou em momento algum, dirimir suas dúvidas, pois certamente já são preconcebidas.Foi incapaz de questionar o que achava errado e debater com quem pensava contrário aos seus conceitos, como se faz num estado democrático.

Provavelmente lhes teriam sido apresentados, dados e informações reais pela Sefaz e Seplancti, acompanhados pela FIEAM e CIEAM. São resultados amplamente divulgados pelos nossos representantes políticos e pela imprensa local, que propositadamente são omitidos ou tratados com descaso pela imprensa do sudeste do País, que só divulgam aquilo que querem.

Infelizmente, tiveram uma amostra do que pode acontecer com as queimadas na Amazônia, quando em plena tarde o céu escureceu na Avenida Paulista. É bom que se diga que o Estado do Amazonas registrou os menores focos de incêndio durante todo esse episódio.
É justo lembrar o desenvolvimento e crescimento da Amazônia Ocidental, que evitou a depredação das áreas de floresta, principalmente no Estado do Amazonas, graças à existência da ZFM.

Apesar de ter experiência no mercado financeiro, o ministro jamais exerceu função pública, falta-lhe traquejo no mundo político, principalmente quando pede paciência e tolerância do povo brasileiro, solicitando um prazo de "quatro anos" para que os resultados de suas teorias econômicas apareçam.

Cuidado, ministro, os empresários não terão muita paciência para esperar por tanto tempo.
A estagnação das vendas e o pífio crescimento de faturamento, acompanhado pelo aumento do desemprego,não oferecem motivos para os empresários investirem ou ampliarem a capacidade produtiva, pois as empresas não conseguem muitas vezes, vender o que produzem.

Segundo dados da "Pesquisa Indicadores Industriais", fruto do convênio CNI/FIEAM, tivemos na ZFM durante o mês de julho, queda de 1% no faturamento, 18,7% da massa salarial, acompanhada de um recuo pelo terceiro mês consecutivo de 0,6% da capacidade instaladas do Polo Industrial.

Provavelmente,a campanha de difamação contra a ZFM tem surtido algum efeito, pois nossa economia não avança.Estamos tendo a mais lenta recuperação dos últimos 20 anos, com baixo crescimento e estagnação do número de empregos.

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