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PIM demitiu menos em fevereiro

Notícia publicada pelo Jornal do Commercio

O primeiro bimestre desse ano do PIM (Polo Industrial de Manaus) teve uma redução de 14% no número de demissões de trabalhadores da indústria frente a 2017. Segundo dados do Sindmetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), de janeiro a fevereiro foram 1,7 mil homologações enquanto em igual período do ano anterior, o índice chegou a 2 mil dispensas. As fábricas de eletroeletrônicos continuam sendo as empresas que mais demitem.

De acordo com o relatório da entidade, o mês de janeiro liderou as homologações ao registrar pouco mais de mil demissões contra 740 de fevereiro. O número representa uma queda de 29% no comparativo mensal. Apesar dos indicadores positivos, o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Amazonas), Wilson Périco, analisa com prudência o resultado, uma vez que segundo ele, nos últimos anos o setor perdeu aproximadamente 50 mil empregos e as empresas ainda trabalham com capacidade limite de trabalhadores.

Ele explica, que há dois indicadores: o econômico que aponta o faturamento e o social, referente aos empregos. "O primeiro teve alta o que é bom para o setor, por outro lado, o social não, ou seja, é preciso manter o pé no chão porque os empregos vem diminuindo e isso é preocupante. O fato de reduzir as demissões não representa uma retomada de crescimento, já que estamos fazendo um comparativo com um ano base ruim", afirma.

Segundo o Sindmetal, no primeiro bimestre houve registro de 1.785 demissões no PIM contra 2.075 desligamentos em igual bimestre de 2017, uma queda de 14%. A Samsung da Amazônia foi a empresa que mais demitiu funcionários no período. Ao todo, foram 195 trabalhadores dispensados pela multinacional no pátio industrial. Em seguida aparecem na lista a Whirlpool (190); GK&B (118); Philco Eletrônicos (61); Salcomp da Amazônia (54); Panasonic (38); Caloi S.A. (35); Pioneer do Brasil (29); Jabil do Brasil (27) e I-Sheng do Brasil (26).

O relatório do sindicato ainda apontou, que janeiro registrou o maior volume com 1.045 desligamentos, sendo 354 mulheres e 691 homens. Número superior aos 637 demitidos em igual mês de 2017, saldo de 408 entre os períodos e variação de 64%.

Já em fevereiro, as homologações chegaram a 740 pessoas. Em relação ao mês anterior houve uma queda de 29% e no comparativo com fevereiro de 2017, a redução foi de quase 50%. Naquele mês, o número de demitidos chegou a 1.438 trabalhadores.

Quanto às expectativas para 2018, o empresário reforça que é preciso aguardar os desdobramentos políticos e econômicos do país para projetar melhor desempenho da indústria do Amazonas. "Isso porque temos alguns fatores que não dominamos, além de ser ano de eleição e Copa do Mundo que influenciam no cenário econômico. Mantemos o otimismo, mas temos que esperar", frisa o presidente do Cieam.

Indústria lidera alta

De acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), a indústria de transformação, estimulada principalmente por material elétrico e de comunicações foi o setor que mais criou postos de trabalho no Amazonas no primeiro mês do ano. Em janeiro houve 3.147 contratações e 2.303 demissões, o que equivale ao saldo de 844 novos postos de trabalho no pátio industrial. A variação foi de 0,86% se comparado ao mês anterior.

A pesquisa mostrou ainda que em janeiro o saldo de trabalhos formais no Amazonas ficou negativo com menos 772 vagas. Os setores que registraram as maiores perdas foram o comércio e construção civil, que juntos finalizaram quase -1,5 mil vagas no período. No total houve 10.906 contratações contra 11.678 desligamentos nesse período em todo o Estado.

Indicadores da Suframa

Segundo os dados mais recentes das empresas incentivadas do PIM, a mão de obra do polo em dezembro de 2017 totalizou 87.622 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados. O número é 0,68% maior do que dezembro de 2016 (87.031). Já o resultado consolidado de janeiro a dezembro evidencia que o ano passado encerrou com uma média mensal de 86.202 empregos.

Vale lembrar que o pátio industrial já contou com uma média mensal de 122 mil empregos em 2014, conforme indicadores da Suframa. Mas no ano seguinte, esse número caiu para 105 mil e nos últimos dois anos vem mantendo a média de 86 mil empregos.

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