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Após 3 anos, indústria do Amazonas volta a crescer

Notícia publicada pelo jornal Diário do Amazonas

Após três anos de queda, a produção industrial do Amazonas voltou a subir e registrou alta de 3,7%, o sexto maior crescimento do País,em 2017, puxado pelas linhas de televisores e condicionadores de ar.De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 15 Estados analisados, 12 registraram alta, com média nacional de 2,5% de crescimento.

Desde 2013, a produção industrial do Amazonas não crescia. O setor aumentou a atividade em cinco dos dez ramos pesquisados pelo IBGE, no ano passado, com forte contribuição do segmento de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (23,9%), com a produção de televisores. Já a indústria de máquinas e equipamentos cresceu 29,6% e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos,8,7%, comamaior atividade nas linhas de condicionadores de ar e de fornos de microondas.

Alguns ramos registraram queda na produção, em 2017, nas atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,4%), de indústrias extrativas (-10,5%) e de bebidas (-1,8%), pressionados, especialmente, pela menor produção de óleo diesel, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo, de óleos brutos de petróleo e gás natural, e de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais, respectivamente.

Em dezembro de 2017, comparado com igual mês de 2016, a atividade industrial do Amazonas liderou a alta no País, com expansão de 10,9%, bem acima da média nacional de 4,3%. De acordo com o IBGE, esta foi a quinta taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação, ou seja, mês a mês. No índice trimestral, o período outubro dezembro de 2017 mostrou a quarta taxa positiva seguida, com alta de (7,5%), apresentando um ritmo de crescimento mais intenso do que o observado ao longo do ano.

Nacional

No País, a produção em dezembro frente a novembro cresceu em oito dos 14 locais. Na média nacional, a produção avançou 2,8% na mesma base de comparação. O resultado foi bem acima das expectativas mais otimistas do mercado financeiro.

Quase todos os segmentos registraram avanços, com forte contribuição das exportações, por uma conjuntura econômica mais favorável e por estímulos ao consumo.

Ao longo do ano passado, a indústria recuou apenas duas vezes: em março e agosto. Os dez meses restantes foram de expansão. “Claro que todos esses sinais recentes da indústria têm reflexo positivo no PIB (Produto Interno Bruto), declarou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

O pesquisador pondera, porém, que as perdas acumuladas nos três anos de retração da produção (-16,7%, de 2014 a 2016) ainda não foram recuperadas. “Para retornar ao ápice de 2013, é necessária uma melhora mais contundente do mercado de trabalho”, avalia Macedo. “Apesar da melhora na conjuntura econômica, ainda há espaço a ser percorrido pelo mercado de trabalho”, disse Macedo.

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